Entre abril e junho, as Matinés revisitam as sessões de formato reduzido apresentadas pelo Cineclube entre o final da década de 50 e 70, com filmes que eram exibidos em 8mm, Super8 e 16mm. Estas projeções, menos formais e fora do circuito comercial, afirmaram-se como um espaço privilegiado de experimentação e descoberta, permitindo ao público do Porto aceder a obras inovadoras que dificilmente chegariam às salas de cinema.
Este domingo às 11h15 exibem-se um conjunto de curtas-metragens de Norman McLaren*.

Esta sessão leva-nos de volta a janeiro de 1959, quando o Cineclube do Porto exibiu a mesma seleção de curtas-metragens de Norman McLaren, um dos nomes mais inventivos do cinema de animação. Fascinado pelo movimento, McLaren desenhava, riscava e gravava diretamente na película, dispensando a câmara tradicional. De Dots a Blinkity Blank, passando por Begone Dull Care e Boogie Doodle, o multipremiado animador escocês transformava som — sobretudo jazz, do qual era fã — e imagem em pura energia rítmica. Em Neighbours, a experimentação formal combina-se com uma alegoria antiguerra de grande impacto, enquanto, em A Chairy Tale, o absurdo torna-se físico num duelo coreografado entre homem e cadeira.
*Curtas-metragens de Norman McLaren – Begone Dull Care (Canadá · ani. · 1949 · 7’), Blinkity Blank (Canadá · ani. · 1955 · 5’), Boogie Doodle (Canadá · ani. · 1941 · 4’), Dots (Canadá · ani. · 1940 · 2’), Fiddle-de-Dee (Canadá · ani. · 1947 · 3’), Neighbours (Canadá · ani. · 1952 · 8’), Pen Point Percussion (Canadá · ani. · 1951 · 5’), A Phantasy (Canadá · ani. · 1952 · 7’), Stars and Stripes (Canadá · ani. · 1940 · 2’), A Chairy Tale (Canadá · ani. · 1957 · 10’), Rythmetic (Canadá · ani. · 1957 · 8’)


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