Para os meses de outubro e novembro, propomos revisitar o ciclo “A Mulher no Cinema Francês”, que foi originalmente apresentado pelo Cineclube em 1988. Curiosamente, apesar do título, o ciclo incluía quatro filmes — e nenhum deles era realizado por uma mulher. A partir de Thérèse de Alain Cavalier— que fez parte do ciclo de 1988 (exibido no dia 5)— propomos também dar espaço a duas realizadoras francesas cujos filmes poderiam, já naquela altura, ter trazido uma reflexão mais exacta e representativa sobre a figura feminina no cinema francês. Começamos com Peppermint Soda (a exibir este domingo), filme de estreia de Diane Kurys, que nos oferece um retrato muito vivo da adolescência feminina — com toda a leveza, ironia e inquietação que marcam esse período da vida. Depois, Vivre Ensemble(a exibir no dia 16 de novembro), realizado por Anna Karina — rosto emblemático da Nouvelle Vague — mostra-nos, de forma crua e poética, como os ideais de liberdade dos anos 70 vão-se desfazendo no quotidiano de uma relação.
Diabolo Menthe é exibido este domingo às 11h15.

Diabolo Menthe de Diane Kurys (França, fic., 1977, 101′)
No outono de 1963, uma época marcada por protestos e mudanças sociais, Anne e Frédérique, duas irmãs adolescentes em Paris, enfrentam o turbilhão da adolescência entre aulas, paixões, rebeldia e descobertas íntimas. Neste retrato sensível e semiautobiográfico, Diane Kurys capta com lirismo o quotidiano feminino num mundo prestes a mudar. Vencedor do Prémio Louis Delluc do Festival de Cannes, o filme é considerado um clássico do coming-of-age francês, celebrado pela sua autenticidade, frescura e olhar íntimo sobre o crescimento e a memória.


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