Este domingo não percam mais uma Matiné no Batalha Centro de Cinema.
Para os meses de outubro e novembro, propomos revisitar o ciclo “A Mulher no Cinema Francês”, que foi originalmente apresentado pelo Cineclube em 1988. Curiosamente, apesar do título, o ciclo incluía quatro filmes — e nenhum deles era realizado por uma mulher. A partir de Thérèse de Alain Cavalier— que fez parte do ciclo de 1988 e que exibimos este domingo, dia 5— propomos também dar espaço a duas realizadoras francesas cujos filmes poderiam, já naquela altura, ter trazido uma reflexão mais exacta e representativa sobre a figura feminina no cinema francês. Começamos com Peppermint Soda (a exibir no dia 26 de outubro), filme de estreia de Diane Kurys, que nos oferece um retrato muito vivo da adolescência feminina — com toda a leveza, ironia e inquietação que marcam esse período da vida. Depois, Vivre Ensemble(a exibir no dia 16 de novembro), realizado por Anna Karina — rosto emblemático da Nouvelle Vague — mostra-nos, de forma crua e poética, como os ideais de liberdade dos anos 70 vão-se desfazendo no quotidiano de uma relação.
Thérèse de Alain Cavalier é exibido este domingo às 11h15.

Thérèse de Alain Cavalier (França, fic., 1985, 90′)
Vencedor do Prémio do Júri em Cannes e de seis prémios César, este filme traça o percurso espiritual de Thérèse Martin (Catherine Mouchet) — mais tarde canonizada como Santa Thérèse de Lisieux (1873–1897) — desde o momento em que decide tornar-se freira, com apenas 15 anos, até à sua morte precoce, vítima de tuberculose. Um retrato minimalista e delicado da sua vida no convento, inspirado no diário que a jovem manteve e no qual relatava a sua fé e devoção.


BATALHA CENTRO DE CINEMA
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