Da história do Cineclube do Porto com a ilustração, tanta tinta se consumiu.

Foi a partir dos anos 50 que a associação da ilustração ao texto sobre o filme se tornou algo importante no Cineclube do Porto.
Trabalhos de artistas como Alice Sousa, Armando Alves, Ângelo de Sousa, José Rodrigues e outros perpetuam as inúmeras sessões realizadas e que ainda hoje persistem na memória coletiva, ressurgindo através de reimpressões, revisitações e exposições sobre a história da nossa atividade.
Em 2010, altura da reativação da programação regular do Cineclube, no cinema Passos Manuel, retomou-se essa prática. Foi com a designer Melissa Moreira que as nossas sessões quinzenais passaram, de novo, a ser acompanhadas por uma ilustração original.
Com a mudança para a Casa das Artes, o projeto foi temporariamente interrompido, tendo sido retomado em 2015 sob a orientação incansável do ilustrador e cineclubista José Vaz. A nossa programação regular é desde então documentada, sempre, por uma visão única
de vários ilustradores, com percursos, tendências e técnicas muito distintas, gerando assim, na sua abundância, uma vida própria.
Este ano, para festejarmos os 77 anos do Cineclube do Porto, um júri independente selecionou 77 ilustrações dos últimos 7 anos, assinalando o trajeto notável deste projeto, que pretende sair fortalecido e ganhar autonomia.

o catálogo encontra-se à venda durante as nossas sessões e terá um preço especial durante o mês de maio.

SOBRE

O Cineclube do Porto, na sua origem intitulado de Clube Português de Cinematografia, é fundado por Hipólito Duarte no Liceu Alexandre Herculano no ano de 1945 tornando-se o primeiro Cineclube do país. Após a fundação pioneira o seu trajecto torna-se fulgurante com as suas sessões anti regime. Desde 2013 que mantém , em parceria com a DRCN, o projeto de “Cinema na Casa das Artes” com duas sessões semanais. Desde janeiro de 2023 regressa ao Batalha com as Matinés do Cineclube em sessões quinzenais aos domingos de manhã.

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