Durante esta semana o cineclube apresenta três filmes para dar inicio às suas sessões na Casa das Artes.

 Já nesta próxima quarta-feira dia 18 de Dezembro, às 21h30,na casa das Artes, o Cineclube exibe o filme ” Veredas” do realizador João César Monteiro.

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Veredas
João César Monteiro

M/12
Portugal | 1978 | Fic. | Côr | 121′

Veredas é a primeira de duas obras de João César Monteiro baseadas em textos inspirados na tradição oral portuguesa.

Um percurso poético ao coração de Portugal. Eles eram dois. Um homem e uma mulher que se encontram e desceram de Trás-os-Montes até ao mar. Lendas e penhascos, sons e rostos, terras e provações. Eles eram dois, porque o homem não conhece percurso solitário.

Na quinta-feira, dia 19 também às 21h30 o Cineclube exibe o filme ” Amarcord” do realizador Federico Fellini.

amarcord-poster-2AMARCORD
Federico Fellini
M/12
Italia | 1974 | Fic. | Cor | 127”

“Amarcord” é um retrato do dia-a-dia na pequena cidade de Rimini, em Itália, em 1930, do ponto de vista de um adolescente delinquente. Uma mistura entre fantasia e realidade trazida pela mão do mestre Fellini, que se baseou nas próprias recordações, quando era adolescente na era fascista do “Il Duce”. Com personagens bizarras, entre professores assustadores, padres pomposos e familiares doidos, Fellini faz um retrato irónico de uma época conturbada, na iminência da II Guerra Mundial, com o jovem herói e protagonista a viver os seus dias de juventude de forma despreocupada com os seus amigos. A ironia começa no título no filme. “Amarcord” quer dizer literalmente “eu lembro-me”, o que poderia levar a pensar que se referia ao fascismo. Ao contrário disso, Fellini traz-nos as suas mais felizes recordações da adolescência. “Amarcord”, que se tornou num dos filmes mais populares do mestre italiano, foi nomeado para dois Óscares em 1976: melhor realizador e melhor argumento original. Esta foi apenas uma das nove vezes em que um filme de Fellini foi nomeado pela Academia de Hollywood e não recebeu nenhum prémio. Em 1993 (ano da sua morte) galardoaram-no com o Óscar honorário pela sua contribuição para a história do cinema.

No Sábado dia 21 de Dezembro, o Cineclube exibe às 16h o filme ” A Dama de Xangai” do realizador Orson Welles.

936full-the-lady-from-shanghai-posterDAMA DE XANGAI
Orson Welles
M/12
EUA|1949| Fic| P&B| 87′

Michael O’Hara (Orson Welles) deixa-se atrair pela lindíssima Elsa (Rita Hayworth), quando passeava no parque. Logo de seguida salva-se de um assalto, e em recompensa, o marido desta, o célebre advogado Arthur Bannister (Everett Sloane) contrata-o para servir de piloto numa viagem de iate de um grupo de amigos até ao canal do Panamá.
O’Hara aceita, mas sente-se mal entre pessoas que despreza, e o crescente amor por uma mulher que não pode ter. Sem saber bem como vê-se envolvido romanticamente com Elsa, e numa proposta estranha George Grisby (Glenn Anders), o sócio de Bannister. Mas nem tudo é o que parece, e em breve O’Hara vai ver-se vítima de esquemas que não compreende, onde ninguém é aquilo que parece.

ENTRADA LIVRE

A sala abrirá quinze minutos antes do ínicio da sessão.

( não é necessário fazer reservas)

Casa das Artes: Rua Ruben Andresen, nº210, 4150-639 Porto

SOBRE

O Cineclube do Porto, na sua origem intitulado de Clube Português de Cinematografia, é fundado por Hipólito Duarte no Liceu Alexandre Herculano no ano de 1945 tornando-se o primeiro Cineclube do país. Após a fundação pioneira o seu trajecto torna-se fulgurante com as suas sessões anti regime. Desde 2013 que mantém , em parceria com a DRCN, o projeto de “Cinema na Casa das Artes” com duas sessões semanais. Desde janeiro de 2023 regressa ao Batalha com as Matinés do Cineclube em sessões quinzenais aos domingos de manhã.

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